Pela Janela

Defenestrei poetas

Defenestrei palavras

Defenestrei convites

De pessoas etilicamente legais.

.

Defenestrei demônios

Defenestrei a sorte

Defenestrei meu santo

Defenestrei a paz.

.

Defenestrei o tabaco

Defenestrei a bossa

Defenestrei a Rússia

Alemanha, Brasil e Escócia.

.

Defenestrei a púdica revolução vindoura

Defenestrei o molusco

Defenestrei sem dó

O dó que sentia de ti.

.

Defenestrei amores

Homens, mulheres, rumores…

Defenestrei - assumo

Os livros, como fez Godard.

.

Defenestrei a glória

Defenestrei - me acode!

Defenestrei a pena

Celebram o computador.

.

Defenestrei o defenestrável

Já não me restam roupas ou sapatos

Defenestrei desnorteado

O que eu não imaginava defenestrar.

.

Defenestrei o verde

Defenestrei loucuras

Defenestrei um sonho

E, do alto, me auto-defenestrei.

.

.

.

Por Mitchell Almeida

(Clique que vale a pena)

Deixe um comentário